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A incompetência dos lusófonos

A língua portuguesa pode morrer pela incompetência dos lusófonos.

Ouço muito falar em aportuguesamentos e leis que tentam forçar a língua de maneira artificial. Pobre de minha amada língua que sofre abandonada, alimentando-se de restos anglicanos.

Na maioria das vezes, se não em todas elas, os estrangeirismos preenchem lacunas. O novo das pesquisas e dos produtos e serviços da Internet sempre vêm dos estrangeiros. Não me recordo de nenhum portal brasileiro ou português que não seja uma cópia ou versão de algo que já existe línguas a fora. Onde estão as pesquisas científicas que propiciariam novos conceitos e palavras à língua? Por que esta língua deixa de ser regida por um povo para ser regida por academias de poucos? Por decreto? Seria erro ortográfico ou crime? Acento ou violação da lei da pronúncia?

Por que não exigimos que a tecnologia comporte nossas demandas satisfatoriamente? Por que não a moldamos de tal forma? Acentos não deveriam atrapalhar minhas conversas na web, meu editor de texto deveria ser capaz de separar minhas palavras em sílabas. Minhas letras deveriam ser capazes de verdadeiramente representar o atual, a Internet.

Já sabemos que limitar a línguas por leis não a protege, pelo contrário, a sujeita à morte por inanição e por desprezo decorrente.

A língua portuguesa morre por conta da falta de criatividade dos lusófonos. Paremos de acorrentar a língua mais bela a leis, cultivemos a criatividade para nutri-la e nada mais.

Pena que enquanto os demais povos alimentam sua cultura naturalmente, o povo lusófono disperso em leis e divisões políticas, combate entre si pela propriedade da [...] bela língua portuguesa que clama por seu povo.

Pior ainda é imaginar que muito em breve lusófonos passarão a necrófilos — amantes de uma língua putrefata de leis, acordos de guerras, lacunas — ignorantes à sua dor.

Alexandre J. Silva :: :: Curitiba‏, Brasil

[R]

Aqui deixamos este comprensível desabafo sobre a presente situação da língua portuguesa. Só gostaríamos de acrescentar que é realmente preciso alterar certas atitudes linguísticas que levam a descurar o português como veículo capaz de exprimir a inovação tecnológica — muito embora se trate de um domínio em que o inglês é hegemónico e até imposto com prepotência. É também de observar que a terrível pressão sentida pelos falantes de português é hoje também partilhada com quantos falam outras línguas que não o inglês, muitas delas com igual projecção mundial.

C. R. :: 30/06/2011

[Correio]
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