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Sobre a hierarquia da análise gramatical

Este espaço seria perfeito, se quem a ele recorre tivesse um horizonte temporal para o retorno ou até a certeza de que tal retorno aconteceria. Mas como não há nada perfeito neste mundo, vou retomar o assunto, cuja forma de apresentação estava pendente de uma informação que ainda não chegou.

Assunto: "Ainda sobre frase, oração e período"...«Mas, se o consulente sabe de uma alternativa à compartimentação do DT ou tem investigação elaborada nesse sentido, resta-nos esperar pela divulgação de tais propostas».
Carlos Rocha:: 29/09/2011

Comentário: Parece-me óbvio que só "um quadro teórico capaz de os (fenómenos da comunicação) explicar ou interpretar globalmente" interessa para o caso.

A comunicação linguística realiza-se numa sucessão de planos, replicando-se do maior para o mais pequeno, um pouco como as matrioskas. O contexto dá sentido ao texto; o texto (período), à frase; a frase, à palavra; a palavra à sílaba. Como estamos num processo de explicitação, é natural e essencial que este sentido e esta ordem sejam respeitados. A tradicional abordagem ocasional e circunstancial dos conteúdos não contempla a sua articulação e inevitavelmente falha o mecanismo da comunicação linguística, que é o âmago da questão. Fornece peças, mas não as monta. E fatalmente as coisas não funcionam. Então, o que se impõe, na planificação, é organizar os conteúdos, quer segundo o eixo sintagmático, quer segundo o eixo paradigmático. Pondo as peças ao acaso, nunca se fará funcionar um motor!

No caso que motivou esta troca de ideias, parece-me óbvio, mais uma vez, que a sequência, geradora de sentido, seria: OBRA-TEXTO-PARÁGRAFO-PERÍODO-ORAÇÃO...

O erro começa logo nos Novos Programas, para o serviço dos quais o Dicionário Terminológico foi concebido: ao colocarem o domínio CEL à parte dos outros, cometem o pecado original de não considerarem estes como conhecimento explícito...

João de Brito :: :: Vila Real, Portugal     18/04/2014

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