[Ensino] - PLE

Tempo e diversão da escrita em PLE

Ana Martins*

Nas aulas de Português Língua Estrangeira da Ciberescola há uma competência que é visada logo após os primeiros seis meses de iniciação à língua: a escrita de pequenos textos. O esforço aplicado num trabalho de escrita numa língua estrangeira é pesado, por vezes, penoso, mas compensa – e muito. A escrita, ao contrário da fala, dá tempo ao emissor. Tempo para confirmar o significado e a forma de palavras (novas ou não); tempo para refletir sobre as estruturas gramaticais que distanciam o português da língua materna do aluno; tempo para pensar na arquitetura do texto. Depois, vem a correção do professor – que é então o pretexto ideal para a revisão do léxico, da gramática, do estilo, da ortografia, dos idioletos. Pura diversão, afinal!

Mas como, para escrever, o aluno tem de escrever sobre alguma coisa, o interesse da atividade aumenta quando, não raro, o tema escolhido é atual, pertinente e, enfim, cumprindo um propósito comunicacional real (que não apenas o artificialmente fixado para efeitos de aprendizagem da língua).

É neste contexto que gostaríamos de divulgar um texto de um aluno de nível A1, sobre o absurdo sistema de pagamento de portagens nas autoestradas portuguesas (ou a ausência dele) com que brindamos os condutores estrangeiros.

Aqui está: "As autoestradas em Portugal" (blogue da Ciberescola da Língua Portuguesa)

23/02/2015

Sobre a autora

* Ana Martins é linguista, consultora do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, responsável da Ciberescola da Língua Portuguesa. Autora de A Textualização da Viagem: Relato vs. Enunciação, Uma Abordagem Enunciativa (2010), Gramática Aplicada - Língua Portuguesa - 3.º Ciclo do Ensino Básico (2011) e de versões adaptadas de clássicos da literatura portuguesa para aprendentes de Português-Língua Estrangeira.