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[Pergunta | Resposta]

As formas mesoclíticas dos pronomes pessoais complementos

[Pergunta] Relativamente à conjugação pronominal, gostaria de saber se existe alguma regra que explique a razão pela qual, no futuro e condicional, o pronome, em vez de se colocar no final, se coloca no meio da forma verbal?
Agradeço a disponibilidade.

Inês Carvalho :: Estudante :: Covilhã, Portugal

[Resposta] Chama-se tmese o uso das formas mesoclíticas dos pronomes pessoais complementos (to, lhe, ma, nos, etc.), obrigatoriamente empregadas com o futuro e o condicional, devido à origem destes dois tempos. Com efeito, eles formaram-se respectivamente por meio do emprego do presente e do imperfeito do indicativo do verbo haver (hei, hás, , havemos ou hemos, haveis ou heis e hão), para o futuro, e havia, etc., com perda do hav-, para o condicional).

Assim, p. ex., dir-lhe-ei por (direi-lhe) vem de dir-lhe-hei, isto é, hei-de dizer-lhe, tal como matá-lo-ia equivale a o mataria. Ocorrem modificações, tanto nas formas verbais como nos pronomes, devidas a fenómenos de assimilação e outros: matar-lo-ei >
matá-lo-ei; comer-lo-ia > comê-la-ia; dir-me-ás por dirás-me; dar-tos-ei por darei-tos; etc.

Obs.: Em latim clássico não havia o condicional, embora existissem orações condicionais, e o futuro não passou para as línguas românicas, onde em quase todas foi herdado o processo acima apontado, já em uso no latim vulgar, de que elas provêm.

F. V. P. da Fonseca :: 11/11/2005

[Morfologia]
Pouco, quantificador existencial
Equestre e equina
A subclasse de nublado e estrelado
«Vocábulo formal» vs. «vocábulo fonológico»
«De vocês» = «vossos»
Contração ou não: «em nome de», «no nome de»
Juridicidade e juricidade
A subclasse do advérbio certamente
Orografia
Minimercado, tripé, bimotor e pós-graduação

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