![]() [Pergunta | Resposta]Cujo(s) e cuja(s) com preposição[Pergunta] Como se emprega correctamente o pronome relativo "cujo", "de cujo", "com Filipe Vilanculo :: Estudante universitário :: Nampula, Moçambique[Resposta] Segundo a Nova Gramática do Português Contemporâneo (p. 350) de Celso Cunha e Lindley Cintra, os pronomes relativos variáveis cujo(s), cuja(s) têm a particularidade de ser, «a um tempo, relativos e possessivos, equivalente[s] pelo sentido a “do qual”, “da qual”, “dos quais”, “das quais”, “de quem”, “de que”. Emprega[m]-se apenas como pronome adjectivo e concorda[m] com a coisa possuída em género e em número: Convento d’águas do Mar, ó verde Convento, Herculano é para mim, nas letras, depois de Camões, a figura em cujo espírito e em cuja obra sinto com plenitude o génio heróico de Portugal. Assim como estes pronomes se empregam, morfologicamente, como estes pronomes adje(c)tivos, a nível sintá(c)tico, funcionam sempre como adjuntos adnominais, concordando sempre com o(s) nome(s) a que se referem e, às vezes, com o mais próximo. É o caso da frase seguinte: «Há pessoas cuja aversão e desprezo honram mais que os seus louvores e amizade. [cuja = adjunto adnominal de aversão e desprezo, mas em concordância apenas com o primeiro substantivo, o mais próximo].» (idem, p. 345) Deve-se, portanto, a alguns verbos (que admitem regência) a necessidade da utilização das preposições – que, por sua vez, surgem como preposições intermédias de ligação aos complementos – e que, por vezes, precedem um destes relativos. Eunice Marta :: 05/04/2006Textos Relacionados |
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