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[Notícias] - Obituário

Amadeu Ferreira (1950-2015)
«Nascimento de coisas novas»*

Morreu no domingo, 1 de março, em sua casa, em Lisboa, o poeta, escritor e jurista Amadeu Ferreira, que há mais de um ano e meio batalhava com um cancro no cérebro. Cumprindo-se a sua vontade, o corpo será cremado. Não haverá cerimónias fúnebres.

Serão realizadas duas homenagens em sua memória esta semana: uma no dia 3, a partir de meio da tarde, em Lisboa, na Casa de Trás-os-Montes, e outra no dia 4, à tarde, na sua terra natal, Sendim, Miranda do Douro, na Casa da Cultura, onde os amigos poderão prestar-lhe homenagem, lendo textos da autoria do escritor ou simplesmente estando presentes.

Amadeu Ferreira nasceu a 29 de julho de 1950 em Sendim, Miranda do Douro. Era presidente da Associaçon de la Lhéngua i Cultura Mirandesa, presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes, vice-presidente da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, membro do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Bragança e, desde 2004, comendador da Ordem do Mérito da República Portuguesa.

Autor e tradutor de uma vastíssima obra em português e em mirandês, também com os pseudónimos Fracisco Niebro, Marcus Miranda e Fonso Roixo, Amadeu Ferreira deixa-nos obras científicas e literárias, em poesia e em prosa. Entre muitas outras, publicou, na área do Direito, Homicídio Preveligiado Direito dos Valores Mobiliários; em poesia, Cebadeiros, Ars Vivendi / Ars Moriendi e Norteando; em prosa, La bouba de la Tenerie / Tempo de Fogo, Cuntas de Tiu Jouquin, Lhéngua Mirandesa – Manifesto an Forma de Hino e Ditos Dezideiros / Provérbios Mirandeses. Traduziu para a língua mirandesa obras como Os Quatro Evangelhos, Os Lúsiadas, de Luís Vaz de Camões, Mensagem, de Fernando Pessoa, dois volumes de Astérix, e obras de Horácio, Vergílio e Catulo, entre muitos outros. Foi, além disso, colaborador, sobretudo em mirandês, de diversos meios de comunicação social, nomeadamente do Jornal Nordeste, do Mensageiro de Bragança, do Diário de Trás-os-Montes, do Público e da rádio MirandumFM e publicou mais de três mil de textos, quase exclusivamente literários, em blogues como Fuontes de l Aire, Cumo Quien Bai de Camino e Froles Mirandesas.

A sua biografia e o seu mais recente livro, Belheç / Velhice, têm lançamento marcado para dia 5 de março, esta semana, na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. Neste último, pode-se ler pela mão do seu pseudónimo Fracisco Niebro:

«Há um tempo para nascer e um tempo para morrer.

A alma não pode voar para o céu. Se assim fosse, como podiam nascer coisas novas? Essa é a ressurreição das almas: são vidas novas, é tudo o que vive.

É por isso que fazem mal em sepultar as pessoas no cemitério: deviam enterrá-las pelos campos para ajudar as almas a nascer. Assim, Deus, seja lá ele quem for, tem muito mais trabalho.»

[Ver ainda Morreu Amadeu Ferreira, um dos maiores divulgadores da língua mirandesa + Morreu Amadeu Ferreira, amante da língua mirandesa]

 

nota enviada à imprensa pela família de Amadeu Ferreira solicitando a sua publicação em língua mirandesa, que segue a seguir.

 


 

Amadeu Ferreira (1950-2015)

«Nascimiento de cousa nuobas»

 

Morriu-se [domingo], 1 de márcio, an sue casa, an Lisboua, l poeta, scritor i jurista Amadeu Ferreira, por bias de padecer de un cáncaro de l celebro hai mais de anho i meio. Cumprindo-se l sou pedido, l cuorpo será cremado. Nun haberá cerimónias fúnebres.

Eiran a realizar-se dues houmenaiges an sue mimória esta sumana: ua l die 3, terça, apuis l meio de la tarde, an Lisboua, na Casa de Trás-ls-Montes; outra l die 4, a la tarde, na sue tierra, an Sendin, Miranda de l Douro, na Casa de la Cultura, adonde ls amigos poderan rendir le houmenaige, lendo testos de l’outorie de l scritor ou simplemente passando.

Amadeu Ferreira naciu a 29 de júlio de 1950 an Sendin, Miranda de l Douro. Era persidente de la Associaçon de la Lhéngua i Cultura Mirandesa, persidente de la Academie de Lhetras de Trás-ls-Montes, bice-persidente de la Comisson de l Mercado de Balores Mobiliairos (CMVM), porsor cumbidado de la Faculdade de Dreito de la Ounibersidade Nuoba de Lisboua, membro de l Cunseilho Giral de l Anstituto Politécnico de Bregáncia i, zde 2004, comendador de la Orde de l Mérito de la República Pertuesa.

Outor i tradutor dua bastíssema obra an pertués i mirandés, tamien culs pseudónimos Fracisco Niebro, Marcus Miranda i Fonso Roixo, Amadeu Ferreira dou mos obras científicas i lhiterairas, an poesie i an prosa. Antre muitas outras publicou: ne l Dreito, Homicídio Preveligiado i Direito dos Valores Mobiliários; an poesie, Cebadeiros, Ars Vivendi / Ars Moriendi i Norteando; an prosa, La bouba de la Tenerie / Tempo de Fogo, Cuntas de Tiu Jouquin, Lhéngua Mirandesa – Manifesto an Forma de Hino i Ditos Dezideiros / Provérbios Mirandeses. Traduziu pa la lhéngua mirandesa obras cumo Ls Quatro EibangeilhosLs Lúsiadas, de Luís Vaz de Camões, Mensaige, de Fernando Pessoa, dues abinturas de Astérix i obras de Hourácio, Bergildo i Catulo, antre muitos outros. Alhá desso, fui colaborador, subretodo an mirande jurista anho e la Fuolha Mirandesa,to Politsboaés, de de l Jornal Nordeste, adonde mantenie hai muitos anhos la Fuolha Mirandesa, de l Mensageiro de Bragança, de l Diário de Trás-os-Montes, de l Público i de la rádio MirandumFM, i publicou mais de trés mil testos, quaijeque todos lhiterairos, an blogues cumo Fuontes de l Aire, Cumo Quien Bai de Camino i Froles Mirandesas.

La sue biografie i l sou mais reciente lhibro, Belheç / Velhice, tenen salimiento marcado pa l die 5 de márcio, esta sumana, na Faculdade de Dreito de la Nuoba de Lisboua. Neste último puode ler se pula mano de l sou pseudónimo Fracisco Niebro:

«Hai un tiempo para nacer i un tiempo para un se morrer.

L'alma nun puode bolar pa l cielo. Senó, cumo podien nacer cousas nuobas? Essa ye la rucerreiçon de las almas: son bidas nuobas. Son bichicos, arbicas i todo l que bibe.

Ye por esso que fázen mui mal an anterrar las pessonas ne l semitério: habien de las anterrar pul campo para ajudar las almas a nacer. Assi, Dius, seia quien fur, ten muito mais trabalho.»

01/03/2015

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